Robert Scheidt é uma lenda do esporte brasileiro e um dos maiores nomes da vela mundial. A partir desse ano, nosso gigante olímpico – com sete participações nos jogos e cinco medalhas (dois ouros, duas pratas e um bronze), além de 15 títulos mundiais no currículo – passará a integrar também o panteão dos atletas que receberam o Troféu Adhemar Ferreira da Silva no Prêmio Brasil Olímpico (PBO).
Com merecimento de sobra, nosso Robert Scheidt foi o escolhido para receber o troféu deste ano de 2025, em cerimônia que marcada para o dia 11 de dezembro. O Prêmio Brasil Olímpico reúne os principais nomes do esporte nacional para celebrar conquistas, reconhecer talentos e inspirar novas gerações. O troféu é destinado a atletas e ex-atletas que com carreira notória e de destaque em valores como ética, eficiência técnica e física, esportividade, respeito ao próximo e companheirismo. O que, vamos combinar, descreve Robert com perfeição.
Não custa lembrar que o nome da honraria se refere a outra lenda do esporte. Adhemar Ferreira da Silva, falecido em 2001, foi o primeiro bicampeão olímpico do Brasil, primeiro atleta sul-americano bicampeão olímpico em eventos individuais, recordista mundial do salto triplo cinco vezes e primeiro atleta a quebrar a barreira dos 16 metros no salto.
“Conheço o prêmio há muitos anos, praticamente desde que ele foi instituído. Acompanhei diversas cerimônias nas quais vários grandes atletas receberam essa homenagem e para mim é uma honra muito grande ter sido o escolhido deste ano. Eu sei da importância, é um prêmio extremamente especial para atletas que foram muito destacados para o Brasil e um momento de celebrar uma carreira, celebrar uma vida dedicada ao esporte. Fico muito grato ao Comitê Olímpico do Brasil e à comunidade de esporte por terem me escolhido”, diz Robert Scheidt.
No esporte desde os cinco anos de idade, quando começou a velejar com o próprio pai na represa de Guarapiranga, Robert foi durante muitos anos o maior atleta olímpico do Brasil, com dois ouros (Atlanta 96 e Atenas 2004), duas pratas (Sydney 2000 e Pequim 2008) e um bronze, em Londres 2012. Curiosamente, o mesmo número de medalhas de outro excepcional velejador, Torben Grael. Os dois só foram ultrapassados em 2024 pela ginasta e bicampeã olímpica Rebeca Andrade, que acumula seis medalhas (e, não à toa, os três fazem parte aqui da nossa família Agência de Atletas).
Vale lembrar que atualmente Robert Scheidt é capitão do barco brasileiro na SSL Gold Cup, competição que reúne 56 países, liderando uma equipe que inclui nomes como Martine Grael e Kahena Kunze. Mesmo após encerrar a trajetória olímpica em Tóquio 2020, Scheidt segue ativo no esporte e é referência em excelência, disciplina e longevidade — inspirando gerações dentro e fora da vela. E também é palestrante dos bons!
Parabéns, Robert, e obrigado por tudo o que você fez e faz pelo Brasil!